Description:Excellẽte preparaçaõ de hũa agua milagroſa capaz de tornar a peſsoa rapida e habil em bem apprẽder, fortificar a memoria, agudizar os eſpiritos; purificar o cerebro de todas as couſas ſuperfluas, humores frios e catarrhos; mãter a peſsoa vigoroſa, em bôa forma; melhorar a falta de fôllego, tornar agradauel o halito; reparar o figado dũ leproſo de modo a colocal-o em vias rapidas de cura. Indicada contra os venenos e as peçonhas, poſta na bocca de hũ agonizante, reſtitui-lhe o vigor e o uſo da palavra e da razaõ, ſólta a pedra e as areias, diſsipa a retẽçaõ da urina e o ardor exceſsivo do pennis; alliuia viſiuelmẽte os phthiſicos, aſthmaticos e hydropicos; protege da peſte e de todas as febres malignas. Nũa palaura, pode-ſe chamar a eſta agua celeſte uma medicina uniuerſal.
Ingredients:Deve-ſe ter o cuidado de bem eſcolher as drogas ſeguintes, de modo que não haja nenhũa eſtragada ou ſophiſticada:
- 1 onça das ſeguintes: canella fina, cravinho, noz moſcada, gẽgibre, zedoaria, gallega, pimenta branca;
- 6 (ſeis) ſemẽtes de um bom limão;
- 1 (uma) dracma de aloes hepatico;
- 2 (duas) dracmas de ambar fino e ruibarbo;
- 1½ (uma e meia) onça de cada uma das ſeguintes: miollo de engós, ſementes de funcho uerde, fôlhas de baſilisco, milfurada, flôres de roſmaninho, flôres de mãjerona, de poêjo, de peſcado, de ſabugueiro ſeluagem, de roſa moſcada, de arruda, de eſcabioſa, de centaurea, de fumaria e de agimonio;
- 2 (duas) onças de cada uma: nardo da India, madeira de aloes, grão de paraiso, calami aromatici, macis, incẽſo, ſãdalo citrino.
- 3 (tres) onças de cada: uuas de Damaſco e jujubeira;
- 6 (seis) onças de bagas de zimbro bem maduras.
Directions:Tẽdo-ſe juntado todas eſtas drogas, pilam-ſe as que deuem ſer piladas e puluerizadas, e põe-ſe tudo bem miſturado num grãde alambique de vidro forte, de pé e meio de altura, e deſpeja-se boa aguardẽte sobre as drogas. Depois, tẽdo-ſe tapado bem o alambique para que nam haja euaporaçaõ, he preciſo pôr a deſcãſar em eſtêrco de cauallo bem quẽte, durãte quinze dias e, em ſeguida, põe-se a deſtilar em banho-maria ſẽpre em ebulliçaõ, depois de ter ſido munido do seu capacete e do seu recipiẽte -- hũ e outro bem vedados e ſellados. Preſtar-ſe-á attẽçaõ á deſtilaçaõ, de modo que, aſsim que ſe uir que o que cae no recipiẽte muda de côr, deve-ſe também mudar de recipiẽte e repôr a primeira agua que ſe deſtilou no alambique, para a purificar da ſua phleugma por ũa ſegunda deſtilaçaõ e eſta ſegunda ſerá a verdadeira Agua Celeste.