..... ilo, não acredito em nada mesmo, podes deixar, subindo ou não em arvores
genealogicas para comer a mim mesmo na ponta, mas não posso deixar de
reparar o quanto sigo em fluxo da mesma maneira, por cima ou por quem
quer que seja, lavado em jôrro sacro de fragrancia tão viril mas tão
pouco prospera, e escrevo pouco, é verdade, e te leio rouco ainda,
ainda bem, ainda ....
(em resposta á postagem de António D. Lopes; imagem de Brian Hardison in deviantART)
 | O texto é lindo, Daniel. E a ilustração caiu como uma luva, parece que o texto foi feito depois dela, foi? Bejim. |
 | Lu, esqueci de comentar que ri muito da seção de fotos eróticas dos objetos! QUE IDÉIA! Pûtz, adoreeeei :^D
Bjão! |
 | Então, meninos, a imagem foi achada depois do escrito, acreditais? O que inspirou o texto foi o post do António -- depois dai uma olhadela nele clicando no liame que deixei entre parênteses ;^)
Beijos! |
 | Curiosamente, este texto não surge no meu message browser. Apenas vi agora. Traduzo em seguida o texto acima para a minha língua-mãe para que possamos ver as dissemelhanças (pensando na sua expressão: "a nossa língua-avó").
"não acredito em nada mesmo, deixa estar, subindo ou não árvores geneológicas para me comer a mim mesmo na ponta, mas não posso deixar de reparar o quanto sigo em fluxo da mesma maneira, por cima ou por quem quer que seja, lavado em jorro sacro de fragância tão viril mas tão pouco prospera, e escrevo pouco, é verdade, e leio-te rouco ainda, ainda bem, ainda..." |
 | danielcz wrote on Feb 15, '07, edited on Feb 15, '07 (pensando na sua expressão: "a nossa língua-avó")  Amigo, não sei o que realmente entendeste de "língua-avó", mas é assim que carinhosamente chamo o latim :^P Como pôdes ver, essa grafia que uso é a de antes de nossa penúltima reforma, em 1939.
Mas vi o que fizeste: adequaste meu texto à forma europeia da língua, que nada mais é que a mesma nossa língua. Parafraseando Caetano Veloso, "gosto de sentir a minha língua roçar a língua de Luís de Camões; gosto do Pessoa na pessoa, da rosa no Rosa" :^)
Abraços! |
 | Mas vi o que fizeste: adequaste meu texto à forma europeia da língua, que nada mais é que a mesma nossa língua.  Não fiz nada mais do que o que pretendia: mostrar que a diferença é de pouca monta, quase nula.
Mas a língua falada, como tu bem sabes, evolui (ou devolui? Bom, movimenta-se...) bastante mais rapidamente do que a escrita (por força de ser escrita e de ter sofrido ao longo da hstória a resistência a que já chamaram «diccionario» e «grammatica» *, forçando a uma diferença cada vez mais acentuada entre as duas formas. E se me entendes é porque o escrevo ;-)
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* de acordo com:
«Diccionario da Lingua Portugueza por Antonio de Moraes Silva (Natural do Rio de Janeiro) Oitava edição revista e melhorada Editora - Empreza Litteraria Fluminense de A. A. da Silva Lobo SÉDE - Rio de Janeiro, Rua Sete de Setembro, 81 SUCCURSAL - LISBOA, Rua dos Retrozeiros, 125 1891» |
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