(Cap. IV) Portanto, o que há mais para dizer? Os pais que não querem que seus filhos progridam por meio dum preceito severo merecem ser repreendidos. Em primeiro lugar, assim como fazem com todas as coisas, dão esperanças à ambição. Em seguida, quando se apressam para realizar seus desejos, forçam a dirigir-se ao fórum os estudos até então imaturos e revestem de eloqüência, coisa que reconhecem ser a melhor que existe, os meninos que mal nasceram. Porque, se eles permitissem que houvesse uma gradação dos estudos, de tal modo que pudessem formar os pensamentos de seus alunos com lições de filosofia, que pudessem arrancar palavras com esse instrumento implacável, que pudessem ouvir durante muito tempo os modelos que quisessem copiar, que pudessem convencer-se de que não há nada de extraordinário naquilo que agrada aos meninos, aí sim aquele grande discurso mostraria a importância de seu esplendor. Hoje, os meninos brincam na escola, os jovens riem no fórum, e o que é mais torpe do que essas duas coisas é que ninguém quer revelar na velhice o que aprendeu erradamente quando criança.
IV - Quid ergo est? Parentes obiurgatione digni sunt, qui nolunt liberos suos seuera lege proficere. Primum enim sic ut omnia, spes quoque suas ambitioni donant. Deinde cum ad uota properant, cruda adhuc studia in forum impellunt et eloquentiam, qua nihil esse maius confitetur, pueris induunt adhuc nascentibus. Quod si paterentur laborum gradus fieri, ut studiosi inuuenes lectione seuera irrigarentur, ut sapientiae praeceptis animos componerent, ut uerba atroci stilo effoderent, ut quod uellent imitari diu audirent, ut persuaderent sibi nihil esse magnificium quod pueris placeret, iam illa grandis oratio habere maiestatis suae pondus. Nunc pueri in scholis ludunt, inuuenes ridentur in foro, et quod utroque turpius est, quod quisque perperam didicit, in senectute confiteri non uult.